"A pintura de Glauco é o seu próprio pensamento, viajando por longe da lógica, da vida que conhecemos, do espaço que convivemos, das regras de comportamento onde a técnica é despojada e os valores inéditos. Por aí vai a loucura, o senso da dor, da ira, a ausência da alegria e do sentimento de paz. Comosvisão louca ou lúcida onde a imaginação se locomove por lugares distantes, onde o que menos importa é a situação do bem e do mal, do certo e do errado mundo do qual não existe nenhuma intenção de conserto ou salvação..." - Delano.

 

"Glauco pinta em transe e nos obriga a sonhar para fruir sua pintura. É sonhando que sabemos de onde vêm aqueles humanóides e aquelas máquinas biônicas. Discos voadores, futuros esgarçados, presentes e passados. Somente sonâmbulos compreendemos de qual universo vieram suas paisagens à velocidade da luz. Acordados, procuramos em vão os valores artísticos familiares do desenho, da cor e da composição. Glauco não faz concessão. Sua estética nos deixa tontos procurando equilíbrio em linhas de novos horizontes, perdidos na perspectiva estapafurdia de vislumbrar muitos outros pontos de fuga. Ufa!" - Daniel Santiago.